sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Passagem de ano: bom, mas ruim (como diria Tom, o Jobim...)


Pois é, expectativa a mil, ainda mais depois de saber sobre esse 2009, cheio de possibilidades, segundo a astrologia chinesa, a ocidental, os orishás, o tarot - ano de oxóssi, de boi, regido pela carta 11, que significa força, etc, etc,... - e como boa escorpiana com ascendente em áries (adoro isso...dá um medo em algumas pessoas quando falo desses dois signos assim, convivendo no meu mapa...adoro a expressão de "putz, foda!"...rsrs....me sinto...rsrsrs).


Mas, continuando o papo, tava eu já cheia de ansiedade para a grande passagem, já combinando com a turma - diga-se de passagem, a melhor turma!!!! - a ida prá Chapada, no sítio de um outro grande amigo, no Piquizeiro. Sempre vamos prá lá e sempre voltamos com tantas histórias, felizes, felizes...


Fui só, por essa estrada....péssima!!!!! Deusas, como pode uma estrada ficar daquele jeito, com tantos buracos que vira um game (se errar, lascou...) meio louco nos desvios que temos que fazer. Mas, tava eu no melhor dos ânimos, indo prá Chapada. Piquizeiro, tava lindo! Amigos esperando com todo aquele aconchego. Aí vem a parte que não tava no script: cara, o que tá acontecendo com São Jorge???? Cadê aquele clima meio 'tô em outra', universo paralelo, melhor, mais energético? Sem falar na parte mais prática da percepção das ausências: músicas boas rolando, pessoas em um nível de energia semelhante, buscando a onda da natureza, sem descuidar do forró no Cavaleiros, a cerva cheia de paquera no Pelé, o roquezinho no Bodinho, o som show de bola do Bafafá???? Nos dias que fiquei por lá o que vi - e ouvi - foi: sertaneja, funk e eletrônica num carro daqueles cheios de neon e com um aparelho de som absurdamente quase do tamanho do próprio suporte, no caso, o carro; muita sujeira na vila; desânimo no Bodinho (showzinho meia bomba, vazio); Pelé cheio de heterozinho meio raivoso (dessa espécime muito encontrada em boate hetero, que acha que mulheres sós estão ali, só esperando sua boa e tosca vontade...urgh!!!!)...bom, aí veio o ano novo. A estranheza atingiu o limite: caraca, não foi aqui que passei a passagem 06/07!!!! Agora, a Lua de São Jorge tava vazia, a banda não conseguia segurar o som. O Cavaleiros e o Bafafá não abriram. Bodinho tava com um forró super mega ultra sem ninguém. Onda estranha... E o ápice foi em Raizama. Fui prá lá, no meu carro, seguindo um casal amigo também hospedado no Piquizeiro. Lá, estacionamento quase na porta da festa (estranhamento total, porque dois anos antes a gente teve que andar muito até o agito, porque estacionamos quase na estrada de terra da entrada), pouca gente, bar totalmente tranquilo. Desânimo. E pior, os heterozinhos raivosos foram em bando e deixaram as pessoas interessantes trancafiadas em algum lugar ermo da Chapada. Sinais já haviam sido dados no festival de cultura popular, em julho. A vibe tava estranha desse jeito, o festival mal articulado, as apresentações pouco atrativas. Mas eu não tinha como certo que isso era um processo de mudança da vila. Resultado: fiquei triste com isso...e decidi, junto com os amigos, que a Chapada é o Piquizeiro. Lá, as risadas são todas. A amizade reina. Lá é a minha Pasárgada. Mas, volto a perguntar: o que está acontecendo com São Jorge????? (Na foto, algo que não mudou: a beleza e a imponência do Morro da Baleia. Graças!!!!)

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